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A avaliação das arritmias cardíacas pode representar um desafio diagnóstico, devido á natureza paroxística da maioria delas. Síncopes recorrentes, palpitações e tonturas são sintomas frequentes e imprevisíveis e frequentemente muito espaçados, dificultando o seu adequado esclarecimento pelos meios tradicionais de monitorização ambulatória e constituindo assim um dilema diagnóstico.

Os registadores de eventos são dispositivos de monitorização do ritmo cardíaco de longa duração que contribuem para um diagnóstico mais preciso de sintomas ou de arritmias paroxísticas. Estes dispositivos incluem:

  • Registadores de eventos externos (REE) –External Loop Record
  • Registadores de eventos implantáveis (REI) – Implatable Loop Record

O REE permite a monitorização até 21 dias e está indicado em pacientes com palpitações, síncopes recorrentes, com intervalo inter-sintoma menor ou igual a 4 semanas e suspeita de arritmias. Estes dispositivos são aparelhos menores que o Holter, nos quais o ECG não é registado por 24 horas, mas somente nos momentos em que ocorre sintomas e o aparelho é ativado pelo paciente. O dispositivo grava o ECG antes e após ser ativado pelo paciente permitindo correlacionar o sintoma com as possíveis alterações eletrocardiográficas existentes. Além disso, permite ainda a gravação automática de eventos arrítmicos sem depender da adesão do paciente ou da perceção de sintomas.

O REI é um dispositivo de espessura reduzida que é inserido debaixo da pele para registar a atividade cardíaca, permitindo uma monitorização até 3 anos. Está indicado em pacientes com síncopes recorrentes, com intervalo inter-sintoma maior que 4 semanas e suspeita de arritmias paroxisticas.

É fornecido ao paciente um ativador para acionar o dispositivo na presença de um episódio sintomático e deste modo o dispositivo memorizar o ECG correspondente. Será assim guardado um registo que o profissional de saúde poderá posteriormente analisar, determinando se os sintomas são causados por uma anomalia do ritmo cardíaco.

O REI pode ser programado para detetar automaticamente um ritmo anormal sem necessidade de utilização do ativador.

A implantação de um REI normalmente é realizada em regime ambulatório e dura aproximadamente 15 a 20 minutos. O REI é introduzido debaixo da pele na área superior do tórax, em posição paraesternal ou em posição submamária, após anestesia local.

O seguimento deste dispositivo é realizado com uma periocidade entre 3 a 6 meses ou sempre que ocorrer sintomas.