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CARDIOVERSOR DESFIBRILHADOR IMPLANTAVEL

A Morte Súbita de origem cardíaca é uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos, sendo que 40% de todas as mortes cardíacas são súbitas.

O ritmo cardíaco que está subjacente ao episódio de morte súbita é frequentemente arritmias ventriculares malignas (taquicardia ventricular e/ou fibrilação ventricular) e por vezes, alguns tipos de bradiarritmias.

O Cardioversor Desfibrilhador implantável (CDI) foi concebido para detetar e terminar com episódios de arritmias potencialmente fatais.

O CDI é um dispositivo pequeno, implantado abaixo da clavícula, que contem uma bateria e um circuito eletrónico que monitoriza continuamente o ritmo cardíaco, através dos eletrocateteres implantados no coração. Quando deteta um episódio de arritmia aplica uma terapia de baixa energia ao coração - estimulação ventricular rápida (pacing anti-taquicardia - ATP). No entanto, se não a consegue controlar, o CDI aplica uma descarga de alta energia (choque), no sentido de terminar a arritmia e, consequentemente, evitar a morte súbita cardíaca (MSC) e restaurar o ritmo sinusal.

Cortesia Medtronic

A implantação de CDI está indicada em determinados grupos de risco, nomeadamente:

  • Doentes com história de paragem cardíaca devida a taquicardia ou fibrilhação ventricular.
  • Doentes com episódios de taquicardia ventricular sustentada.
  • Doentes portadores de doenças congénitas, tais como síndrome QT longo ou Síndrome de Brugada.
  • Doentes com história de enfarte do miocárdio do qual resultou compromisso grave da função cardíaca.

A insuficiência Cardíaca é a incapacidade do coração em bombear sangue com eficácia e responder às necessidades metabólicas do organismo. As pessoas com insuficiência cardíaca constituem também um grupo de risco para desenvolver arritmias potenciais fatais.

Neste grupo de doentes está indicado a implantação de um dispositivo de Ressincronização Cardíaca (CRT) que tem a capacidade de estimular em simultâneo ambos os ventrículos melhorando a função cardíaca. Para se obter uma contração ventricular sinérgica são implantados dois elétrodos de estimulação, um no endocárdio do ventrículo direito e outro no epicárdio do ventrículo esquerdo através de uma veia do seio coronário. Os sistemas de ressincronização podem ser acoplados a um desfibrilhador (CRT-D). Assim, é possível num só aparelho efetuar o diagnóstico e a terapêutica de bradiarritmias, taquiarritmias e o controlo de insuficiência cardíaca.

Cuidados a ter após a implantação de um CDI/CRTD:

Evitar atividades que exijam esforços durante o primeiro mês, após o qual poderá retomar a sua vida normal.

  • Comparecer às consultas de seguimento.
  • Vigiar a loca do CDI/CRTD (sinais de vermelhidão, inchaço, …).
  • Trazer sempre consigo o cartão de identificação do CDI/CRTD.
  • Informar todos os profissionais de saúde que o tratarem de que tem um CDI/CRTD.

Na nossa Unidade de Pacing e Arritmologia realizamos cerca de 100 procedimentos anualmente, entre CDIs câmara única, dupla câmara e de ressincronização cardíaca (CRTD).

Para além da implantação destes dispositivos asseguramos também o seu seguimento.